CoMteMpu’s e os acasos

uma tentativa na verdade… como aquilo que tenta surgir e persiste. somos loucos ou amantes? acreditar na arte, dança, essas coisas… ah! oq nos move? só o infinito sabe… esse espaço é pra isso, desabafos, desesperos: enfim a sós!

28

de
janeiro

confabulações em semi_expansão

O CoMteMpu’s acaba de traçar uma parceria com a Mazurca Produções (uma confabulação de celo, maju e sRg). Agora passamos para a proteção jurídica… temos números separados por pontos e inscrições municipais.

A Mazurca é um espaço de dança e produção lá na Pituba, fundado por meus queridos comparsas e amigos Maju e Celo. O CoMteMpu’s já tinha se encontrado por lá umas duas vezes. O local era tão aconchegante que pensamos em residir por lá.
O desejo ficou e os laços já apertavam.

Passou um tempo Ju e Celo pensaram em inscrever um trabalho para o Viva Cultura, e me chamaram para elaborar o projeto. Fui numa boa. Nesse tempo trocas foram feitas, ajudei na produção do festival do espaço de dança: pendurei cenário, fui colo para o choro desesperado de Ju, limpei chão – “ta pensando que foi assim fácil?”.
Quando vimos o projeto foi aprovado. Daí de elaboração passei para coordenação. Montamos sociedade em uma salinha mimosa, ainda em processo, e hoje tamos ai.

 

Funciona mais ou menos assim:
O CoMteMpu’s produz internamente e desenvolve as idéias. A Mazurca aprimora e corre a atrás junto a nós, para dá certo.

Não quer dizer q será para sempre… enquanto houver amor, talvez.

 

Nessa, já surgiram dois mil projetos e zilhões de noites sem dormi! A primeira gestação ta sendo para a terceira etapa de “(semi)novissíssimos” – a “(semi)Expansão”. Uma abusadia de circulação ai pelo “mundo”, com oficina, intervenções, raí ai……… e vá!

 

O CoMteMpu’s ta tentando se organizar aos pouquinhos, sem criar olheiras… Essas duas semanas organizamos materiais, catalogamos, um arraso! Segunda agora iniciremos as confabulações criativas:  "Momento 1 - recorrências biográficas X legitimidade". Ta rolando.

ahn!:

A Mazurca faz produções outras também. Nosso foco é dança, mas estamos abertos a propostas e trocas. Qualquer trossu, procura! mazurca.producoes@yahoo.com.br

 

 

14

de
janeiro

Frouxamente Organizados

Nos reunimos nessa sexta-feira, na casa de Mari, praia-do-flamengo… sol e brisa, regados a muito dendê (nos besuntamos, claro!)

Cadernos, agendas… "não era pra ser um encontro de pura confraternização?" - perguntava Mari, pela 4º vez - mas a sobrevivência? a vontade de está junto é suficiente? como alimentar essa vontade?

Então tá… lá vai! Discussões, cronogramas, metas, discussões de novo, criatividade e um pouco mais de dendê no baboso para daí sair nossas atividades para 2007. Nos organizamos tanto que no momento de passar a ata para o e-mail das pessoas, fiz questão de relembrar que essa seriedade não precisa aprisionar… como estamos pensando lá no *pibic, o CoMteMpu’s é adepto ao que chamamos de "dança frouxa", daí tudo que fizer parte desse sistema se comporta assim também. Isso não é maluquice e sim uma postura política: dá liberdade de ser autônomo e alimentar a vontade dia-a-dia. Assim trabalhamos coerentes e isso resolve muito. Vem gerando confiabilidade interna e externa… é verdade que também geramos crises, tudo ao nosso redor funciona de outra forma, daí os choques são inevitáveis.

Em retornos de profissionais da área, essa maneira de organização aparetemente displicente sempre é ponto de conflito. Alguns chegam pensar que é improvável manter uma investigação corporal sem utilizar a repetição esgarçada, por exemplo. Outros até adimitem, mas pensam que o excesso de informações, que é altamente comum nesse tipo de organização, dispersa a identidade do grupo, porque tudo passa a funcionar por crivos individuais - que fazemos questão de levar para cena. (rs, ai vem aquela vontade de dizer CoMteMpu’s vc se acostuma).

Quanto a essas escolhas, estamos arcando com as consequências felizes… nos deixa tranquilos quando ao atrasar as cenas porque um objeto de cena falha: alguém conserta, o outro se resolve na espera e tudo funciona assim: à frouxa.

… fazendo "à frouxa", o trânsito torna-se mais volúvel, para lá e para-cá…

Quando iniciamos o grupo, atingir as metas era o que nos motivava, mas chegou um ponto da convivência que ou começávamos a sentir vontades ou não chegaríamos felizes. E foi assim que cumprimos as agendas, harmonicamente, com imprevisibilidades e "tocáveis". Dessa vez estamos assumindo todos os riscos novamente… com um pouco mais de experiencia e investindo nas nossas proposições, estamos "frouxamente organizados".  Funciou assim e esperamos dá certo em ‘(semi)novissíssimos, ainda sem nome’.

Terminamos a reunião felizes e com uns quilinhos a mais para serem gastos na piscina no sol de fim de tarde… cheios de datas, ousadia? frouxosadia então!

 

* Indenticações dos princípios da desconstrução de Jacques Derrida na coreografia contemporânea - pesquisa sendo desenvolvida em co-autoria Prof. Doutoura Lúcia Lobato e Sérgio Andrade.

14

de
janeiro

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