14
de
janeiro
Frouxamente Organizados
Nos reunimos nessa sexta-feira, na casa de Mari, praia-do-flamengo… sol e brisa, regados a muito dendê (nos besuntamos, claro!)
Cadernos, agendas… "não era pra ser um encontro de pura confraternização?" - perguntava Mari, pela 4º vez - mas a sobrevivência? a vontade de está junto é suficiente? como alimentar essa vontade?
Então tá… lá vai! Discussões, cronogramas, metas, discussões de novo, criatividade e um pouco mais de dendê no baboso para daí sair nossas atividades para 2007. Nos organizamos tanto que no momento de passar a ata para o e-mail das pessoas, fiz questão de relembrar que essa seriedade não precisa aprisionar… como estamos pensando lá no *pibic, o CoMteMpu’s é adepto ao que chamamos de "dança frouxa", daí tudo que fizer parte desse sistema se comporta assim também. Isso não é maluquice e sim uma postura política: dá liberdade de ser autônomo e alimentar a vontade dia-a-dia. Assim trabalhamos coerentes e isso resolve muito. Vem gerando confiabilidade interna e externa… é verdade que também geramos crises, tudo ao nosso redor funciona de outra forma, daí os choques são inevitáveis.
Em retornos de profissionais da área, essa maneira de organização aparetemente displicente sempre é ponto de conflito. Alguns chegam pensar que é improvável manter uma investigação corporal sem utilizar a repetição esgarçada, por exemplo. Outros até adimitem, mas pensam que o excesso de informações, que é altamente comum nesse tipo de organização, dispersa a identidade do grupo, porque tudo passa a funcionar por crivos individuais - que fazemos questão de levar para cena. (rs, ai vem aquela vontade de dizer CoMteMpu’s vc se acostuma).
Quanto a essas escolhas, estamos arcando com as consequências felizes… nos deixa tranquilos quando ao atrasar as cenas porque um objeto de cena falha: alguém conserta, o outro se resolve na espera e tudo funciona assim: à frouxa.
… fazendo "à frouxa", o trânsito torna-se mais volúvel, para lá e para-cá…
Quando iniciamos o grupo, atingir as metas era o que nos motivava, mas chegou um ponto da convivência que ou começávamos a sentir vontades ou não chegaríamos felizes. E foi assim que cumprimos as agendas, harmonicamente, com imprevisibilidades e "tocáveis". Dessa vez estamos assumindo todos os riscos novamente… com um pouco mais de experiencia e investindo nas nossas proposições, estamos "frouxamente organizados". Funciou assim e esperamos dá certo em ‘(semi)novissíssimos, ainda sem nome’.
Terminamos a reunião felizes e com uns quilinhos a mais para serem gastos na piscina no sol de fim de tarde… cheios de datas, ousadia? frouxosadia então!
* Indenticações dos princípios da desconstrução de Jacques Derrida na coreografia contemporânea - pesquisa sendo desenvolvida em co-autoria Prof. Doutoura Lúcia Lobato e Sérgio Andrade.

